• Pr. Henrique Lino da Silva

Resumo das Principais Festas

Shabat

Chanukkah

Purim

Pessach

Hamut

Descanso

Dedicação

Sortes

Páscoa

Pães Asmos

Dus acaba a obra que fizera e descansa no sétimo dia.

A construção do templo

História de Ester conta que o povo Judeu seria externinado

Morte do Cordeiro; sangue na verga da porta, saldo do anjo da morte. Ex 12:6-7

Purificação de todo o fermento

Dus cria o dia de Descanso GN 2:2, Ex 31:12-15

2Cr 3-4:22

Livro de Ester

1° mês 14° dia Lv 23:5

1° mês, 15° dia, durante 7 dias Lv 23:6-8

Omer Heshit

Shavuot

Teruar

Rosh Hashanah, Yom Hippur

Sukkut

Primícias

Pentecostes ou Festa das Semanas

Festa das Trombetas

Dia da Expiação Dia do perdão

Festa de Tabernáculos, festa das cabanas

Movimento das primícias da colheita

Molho de oferta movida de dois pães asmos

Toque das trombetas(shophar) – santa convocação

Naquele dia se fará expiação por vós para purificar-vos Lv 16:30

Celebração da colheita; memorial das tendas no deserto

Dia depois do Sábado Lv 23:9-14

50 dias após a Festa das Primícias Lv 23:15-21 Cl 2:16

7° mês 1° dia Lv 23:23-25

7° mês 10° dia Lv 23:26-32

7° mês, 15° dia, por 7 dias. Oitavo dia santa convocação Lv 23:33-44

Fonte: Biblia em Bytes (www.bibliabytes.com.br)

PÁSCOA (PESSAH)

A Páscoa (Pessah) deve ser celebrada no 14º dia dia do primeiro mês do

ano , pelo calendário hebraico . A ordem de Deus , neste sentido ,

encontra-se em êxodo 12:1-14 e em Levítico 23:4-5.

A doutrina ligada à Páscoa é a da redenção .Redenção tem a ver com

libertação dos escravos . Em seu significado histórico , a Páscoa alude à

libertação que Deus concedeu a Seu povo Israel , da escravidão no Egito

, relatada no livro de Êxodo . Deus livrou os israelitas na noite da

décima praga , que foi a da morte de todos os primogênitos dos egípcios .

Este livramento de morte foi obtido através do sacrifício de um

cordeiro , com a asperção do sangue nas ombreiras e vergas das portas ,

assim marcando as casas e protegendo o povo de Deus . O termo Páscoa vem

do original Hebraico , Pessah , que significa , literalmente passar

sobre , referindo-se ao anjo da morte que , ao ver o sangue do cordeiro

nas casas israelitas , dirigia-se a outra , passando sobre ela.

Nesta opos escravos eram os israelitas , que não tinham como alcançar

sua liberdade , e necessitavam de algém que fizesse isto por eles.E foi

isto que o Senhor fez por Israel .Toda redenção acontece porque um preço

é pago . Neste caso , a fiança foi o sangue do cordeiro da Páscoa . Os

israelitas foram resgatados da morte e da escravidão egípcia , para

passar a pertencer a outro dono , a Deus . A verdadeira redenção

significava que eles estariam livres dos cruéis egípcios para servir ao

Deus vivo.

O mesmo se passa conosco : o pecado em nossas vidas é tão dominante que

somos descritos não só como escravos dele , em Romanoas 6:17-18 , como

também , espiritualmente mortos nele , em Efésios 2: 5-6 . Em nosso caso

também havia a necessidade de que outra pessoa nos libertasse , assim

como de que um resgate fosse pago . Jesus Cristo , que sempre celebrou a

Festa da Páscoa , naquele ano , ofereceu -se em sacrifício , como o

Cordeiro de Deus , assinalando bem o significado espiritual da Páscoa ,

ao libertar de seus pecados todo aquele que nEle crê . Aprendenmos então

que , pela nossa redenção , não somos livres para fazer o que desejamos

. Nós agora pertencemos a Jesus , porque nossa libertação da escravidão

de nossos pecados foi paga com Seu sangue. Esta situação é confirmada

pela palavra de Deus , em I Coríntios 6:19-20:Ou não sabeis que o nosso

corpo é santuário do Espírito Santo , que habita em vós , proviniente de

Deus ? Não sois de vós mesmos; fostes comprados por bom preço .

Glorifica , pois , a Deus no vosso corpo (e no vosso espírito , os quais

pertencem a Deus).

SHAVUOT (PENTECOSTES) – A FESTA

1. Shavuot no calendário judaico.

Shavuot palavra que em hebraico significa semana, é celebrada nos dias 6

e 7 de Sivan, ou seja, 50º dia da Sefirat HaOmer. (sete semanas

contadas a partir do 2º dia de Pessach). Shavuot é uma das três

festividades de peregrinação nas quais a visita a Jerusalém e ao Templo

era obrigatória. As outras duas festividades são Pessach e Sucot.

2. Denominações da festa

Chag HaShavuot – Festa das Semanas, que conclui o período de sete

semanas, no qual se conta o Omer. Assinala o começo da colheita do

trigo. Chag HaBikurim – Dia das Primícias – E no dia das primícias ordenes aos

filhos de Israel e digas: ao oferecer-me vossos sacrifícios cuidado em

fazê-lo em tempo, nas semanas sagradas, e terão reunião santa, e não

realizarão nenhum trabalho. (Números 28,2). Sobre os pães da primícia,

que se sacrificam no Templo, e sobre o período das primicias, que se

inicia em Shavuot, cada um é imposto a trazer primicias das sete

espécies perante Dus, no Templo. (Deuteronômio 26). Zman Matan Toratenu – (Data da Entrega da Nossa Lei) – Esta denominação

não consta na Torá. Foi atribuída pela tradição popular como o dia em

que o povo de Israel recebeu de Dus por intermédio de Moisés, os Dez

Mandamentos, no Monte Sinai. O Decálogo com os mandamentos básicos do

judaísmo, estão gravados nas duas Tábuas da Lei. Chag HaKatzir – (Festa da Colheita) – Baseia-se no versículo Vechag

hakatzir bucurei Masseichá, asher tizrá bassadê, ou seja: é a festa da

colheita das primícias frutos do teu trabalho que houveres semeado no

campo. (Êxodo XXIII, 16). Pentecostes – Palavra grega que significa qüinquagésimo, pois em Shavuot

celebra-se o qüinquagésimo dia após o início da contagem dos dias do

Omer, mencionado na primeira noite de Pessach. Atséret – A palavra Atséret significa reunião, e Atséret é o único nome

pelo qual Shavuot é chamado no Talmud. Os rabinos do Talmud consideravam

Shavuot como o dia de encerramento da festividade de Pessach, que devia

ser comemorado como um dia de reunião solene e convocação sagrada. Eles

consideravam que a relação entre Shavuot e Pessach era a mesma que

entre Shemini Atséret e Sucot. Shemini Atséret era a conclusão de Sucot e

Shavuot a conclusão de Pessach. 3. Shavuot – Festa campestre e festa religiosa

O caráter mais antigo de Shavuot é o de festa campestre. No mês de Sivan

termina a colheita de cereais. Um momento de tal importância na vida do

povo dedicado ao cultivo da terra, não podia transcorrer sem a

recordação de Dus, e sem uma exteriorização de gratidão. Assim, pois,

dos próprios produtos que, graças à proteção divina puderam ser

extraídos do solo, eram separadas as primícias, como oferenda. Por isso

Shavuot é chamada também, Chag Habikurim, Festa das Primícias. Na época

do Templo, Shavuot se caraterizava pelas peregrinações. Grandes grupos

de agricultores afluíam de todas as províncias e o país adquiria um

aspecto animado e pitoresco. Os peregrinos se organizavam em longas

caminhadas, e dirigiam-se para Jerusalém, acompanhados durante o trajeto

pelos alegres sons de flauta. Em cestos decorados com fitas e flores,

cada um conduzia a sua oferenda; primícias de trigo, cevada, uvas,

figos, romãs, azeitonas, tâmaras. Produtos que deram renome ao solo de

Eretz Israel. Chegados à Cidade Santa, eram acolhidos com cânticos de

boas vindas e penetravam no Templo, onde faziam a entrega dos seus

cestos ao sacerdote. A cerimônia se completava com hinos e toques de

harpas e outros instrumentos musicais.

4. As Sete Espécies

Em Chag HaShavuot a entrega de bikurim é simbolizada por sete espécies, frutos da terra e do trabalho dos hebreus.

Trigo e cevada (chitá usseorá) são produtos de inverno, que se

beneficiam com a estação das chuvas. A cevada amadurece antes do trigo,

logo nos primeiros dias de primavera, na época de Pessach. O Omer era

uma medida de cevada que se trazia ao Templo a partir do segundo dia de

Pessach. O trigo, por amadurecer mais tarde, só era levado ao Templo,

por ocasião de Shavuot.

Uva (Guefen) – em Israel, geralmente, a uva só amadurece durante os

meses de Tamuz e Av (junho e julho). Porém, em algumas regiões, pode-se

já colher alguns cachos em Sivan, na época de Shavuot. A Bíblia nos fala

do episódio de exploradores, enviados por Moisés, de enormes cachos,

que eram tão pesados a ponto de se tornar necessário carregá-los a dois,

sobre um bastão. Cultiva-se a uva atualmente nos montes da Judéia, e as

grandes plantações se encontram em Rishon Le Tzion e Zichron Yaacov.

Figo (Teená) – descansar à sombra de seu vinhedo e de sua figueira, que

representava para nossos antepassados o ideal de uma vida de paz. A

figueira cresce na montanha e requer muito pouco tratamento. Compara-se a

Torá ao figo: O figo, ao contrário de todas as outras frutas, é

inteiramente comível. O mesmo se passa com as palavras da Torá; nenhuma é

inútil. Encontra-se, hoje em dia, em Israel, figos frescos e figos

secos de excelente qualidade.

Romã (Rimon) – existia na Terra de Canãa, no momento da conquista de

Josué (Números XII,23). Ela amadurece somente no fim do verão (agosto,

setembro). Em Shavuot não se podia trazer então a fruta, porém trazia-se

as flores da romã, que enfeitavam os cestos. Para definir um homem

cheio de méritos, diz-se que ele está tão completo de mitzvot quanto a

romã de grãos.

Oliva (Zait) – o país de Israel era tão rico em óleo, que o rei Salomão

pode pagar com óleo os cedros do Líbano, que ele havia recebido do rei

Tyr. A oliva amadurece durante os meses de Elul, Tishrei (setembro,

outubro) e, portanto, o óleo só era trazido ao Templo no fim do verão.

Tâmara (Tamar) – nossos sábios explicam que não se trata do mel das

abelhas, mas do açúcar das frutas e, mais em particular, da tâmara

(tamar). A tamareira cresce em abundância no vale do Beit Shean e nas

margens do Kineret. Esta árvore dá à paisagem um ar de nobreza

incomparável. O salmista compara sua crença à do justo, que floresce

como uma tamareira.

5. Costumes de Shavuot

Os três dias que precedem Shavuot dedicam-se, geralmente, ao estudo da

Bíblia e de outros textos sagrados. As pessoas preparam-se, assim, para

receber a festa, tal como os israelitas do deserto se aprontavam, por

ordem de Moisés, para o terceiro dia. Costuma-se passar a primeira noite

de Shavuot em vigília, entregando-se a discussões sagradas com alguns

amigos. O Tikun Leil Shavuot, espécie de antologia em que figuram

fragmentos de todos os livros da Bíblia, como também dos tratados do

Talmud até o Zohar (obra fundamental da Cabala), serve de material para

as leituras dessa noite.

Na Sinagoga No serviço religioso realizado na sinagoga, é incluído a leitura da

promulgação dos dez mandamentos. Em várias comunidades costumava-se

recitar os versículos de Akdamot antes de ler a Torá, com entonação

especial e sensibilizante. Estes versos foram escritos por Rabi Meir Bem

Rabi Itzhak, cantor na sinagoga da cidade de Vermize, educador de

Rashi, e escrevia em arameu e em versos. Os primeiros 22 pares de versos

estão dispostos em ordem alfabética de alef-beit, e os outros 46 são a

sigla de Meir Bir Rabi Itzhak, crescerá com a Torá com boas ações,

bendito seja, forte e valente. Em outras comunidades recitava-se os

versículos de Azharot, depois da oração de mussaf ou antes de minchá;

versículos atribuídos à Shlomo Even Gvirol o Rabino Eliahu. Nestes

versos estão todas as 613 mitzvot. E, há aqueles que lêem, na abertura

da Arca Sagrada, o poema Ketuba, entre Israel e a Torá, que foi escrito

pelo Rabi Israel Najara. Como reminiscência do caráter campestre de

Shavuot, junta-se a leitura do livro de Ruth, relato idílico que

descreve a colheita e demonstra até que ponto a legislação judaica

considerava a situação dos desamparados: E, quando contardes a ceifa da

vossa terra, não acabarás a orla de teu tempo ao cortares nem recolherás

as espigas caídas da tua ceifa: para o pobre e para o estrangeiro as

deixarás: Eu sou o Eterno, vosso Dus. (Levítico 23:22). Apesar da

desaprovação inicial de algumas antigas autoridades por achar ser uma

imitação de certos ritos da Igreja, as sinagogas e lares, em Shavuot,

são decorados com plantas, flores e ramos de árvores, o que enfatiza a

origem agrícola desta festividade.

No lar Nos lares, são preparadas comidas especiais, preferencialmente lácteas e

pratos adoçados com mel. Este costume tem uma origem muito

interessante, pois deriva de uma passagem do Cântico dos Cânticos, do

rei Salomão, que diz: mel e leite há sob tua língua, o que significa que

a Torá é tão doce como o mel, tão nutritiva como o leite.

6. Meguilat Ruth

Ruth é a heroína moabita do livro bíblico de Ruth e antepassada do rei

David. Ruth, que era filha do rei de Moab, casou-se com um israelita e

viveu com a família dele em Moab. Quando seu marido morreu, sua sogra,

Naomi, incentivou- a voltar para casa, Ruth, no entanto, recusou- se a

abandonar a idosa Naomi, prometendo ir com ela e aceitar seu povo e seu

Dus (Ruth 1:16). Naomi então instruiu- a nos princípios e práticas do

judaísmo, e Ruth tornou-se uma convertida devota. Naomi e Ruth chegaram a

Belém (Beit Lechem), em Yehudá, no começo da colheita de cevada (Ruth

1:22). Ruth, que não semeou nos campos de Israel, recolhe espigas que

caem por detrás dos ceifadores e, assim, ganha o pão para si e para sua

sogra. A moabita continua a obedecer aos conselhos de sua sogra, pois

sabe que todos eles são produto de sua sabedoria e seu amor profundo.

Após viver algum tempo em Belém em grande pobreza, Ruth casou mais tarde

com Boaz, um parente de seu falecido marido. Embora Ruth fosse

fisicamente incapaz de ter filhos, Dus realizou um milagre e ela

concebeu. Ruth sobreviveu até o reinado de seu tataraneto Salomão.

FESTA DE TABERNÁCULOS (SUCOT)

Festa de Tabernáculos – Comunidade Evangélica Vitória, 2002

A ordem de Deus para celebrarmos a festa – compromisso dos Tabernáculos

encontra-se em Levítico 23:34-43 :Aos quinze dias deste sétimo mês será

a festa dos Tabernáculos ao Senhor , por sete dias . No primeiro dia

haverá santa convocação ; nenhum trabalho servil fareis . Durante sete

dias oferecereis ofertas queimadas ao Senhor , e no dia oitavo tereis

santa convocação , e apresentareis ofertas queimadas ao Senhor . É dia

solene ; nenhum trabalho servil fareis… No primeiro dia tomareis para

vós frutos de árvores formosas , folhas de palmeiras , e ramos de

árvores cheias de folhas , e durante sete dias vos alegrareis perante o

Senhor vosso Deus. Celebrareis esta festa ao Senhor durante sete dias a

cada ano . É estatuto perpétuo pelas vosas gerações…Sete dias

habitareis em tendas …para que saibam as vossas gerações que eu fiz

habitar os filhos de Israel em tendas , quando os tirei da terra do

Egito . Eu o Senhor vosso Deus.

O tabernáculo em si , para aqueles não familiarizados ainda , é onde o

Senhor habitava no meio de seu povo , dele recebia adoração e sacrifício

, e com ele falava , no período da Antiga Aliança . Este é o tema de

Tabernáculos : Deus habitando com Seu povo . É interesante ver a

descrição e o uso das diversas áreas e utensílios do tabernáculo , assim

como a disposição dos rituais , nos capítulos 25,26 e 27 do livro de

Êxodo.

Quando o apóstolo João nos descreve na passagem 1:14 de seu evangelho ,

a primeira vinda de Jesus , O Verbo se fez carne e habitou entre nós

…,vemos pela palavra usada , habitou , que a imagem que ele percebeu

foi a de Tabernáculos , com Deus habitando no meio de Seu povo .

Há , inclusive , controvérsias sobre a data correta do nascimento de

Jesus em Belém . Há muitos cristãos que pela falta de uma clara

informação bíblica a este respeito , se recusam a definir uma data . A

Igreja Ocidental , desde o quarto século da era cristã , adota 25 de

dezembro como sendo a data deste divino evento. A maioria dos

historiadores , entretanto , acredita que isto tratou-se de uma

concessão feita aos pagãos do império romano . Frequentemente , aliás , a

igreja primitiva adotou , como cristãs , festividades pagãs , como uma

estratégia para obter novas conversões . Afianal , é mais fácil

aproveitar hábitos existentes do que modificá-los , especialmente se

enraizados.25 de dezembro é bem um destes exemplos . Tratava-se de uma

festividade pagã , antiquíssima , para comemorar a volta do sol , após o

solstício de inverno . Nada tem a ver com o nascimento de Jesus Cristo.

Cremos que Jesus nasceu em plena Festa de Tabernáculos , no primeiro

dia desta Festa.As razões divinas para isto tornam-se muito claras ,

quando examinamos o quadro geral das Festas do Senhor . Veja , o Plano

Redentor de Deus, para facilitar um entendimento mais amplo e promover

maior aceitação de Jesus como o Messias , revelou-se nas datas que o

Senhor santificou e ordenou a Seu povo celebrar, guardando notáveis

paralelos com os significados de cada um desses eventos : Jesus morreu

na cruz , como nosso Cordeiro Pascal , no exato dia da Páscoa ; Jesus

ascende ao Pai no dia das Primícias dos Frutos ; o Espírito Santo nos é

enviado , para nosso reverstimento , em Pentecostes . E o nascimento de

Jesus , um evento fundamental , se daria fora de uma destas Festas

bíblicas? Certamente que não . E qual seria a Festa mais apropriada para

Jesus nascer , para Deus habitar entre nós , senão Tabernáculos ?

Há várias evidências de que a Festa de Tabernáculos marca o nascimento de Jesus :

Desde que o ministério terrestre de Jesus durou três anos e meio , e Ele

morreu na Páscoa , que é em março/abril , o início de Sua obra , aos 30

anos , aponta Seu nascimento para setembro/outubro , onde temos a Festa

de Tabernáculos , e não para 25 de dezembro .

Como os pastores poderiam estar cuidando de seus animais no campo –

referência que consta da descrição da nascimento de Jesus , nos

evangelhos – em fim de dezembro , pleno inverno ? Estes ficavam

confinados , segundo o costume local , de novembro a fevereiro .

Mais uma pista : sabemos por Lucas , que Maria e José deslocaram-se para

Belém para atender ao censo de Herodes , que , embora ordenado pelos

romanos , mantinha o costume local de fazê-lo na cidade do patriarca de

cada família . José era de Belém . (Bem , se não fosse por essa razão

prática , outra apareceria , porque era necessário que o Messias

nascesse em Belém , para cumprimento das profecias). Por que este evento

, ao qual se seguia a cobrança de impostos , se daria no meio do

inverno e naõ após a colheita ? A safra que antecede o inverno , a

última do ano , é colhida no outono local e é seguida imediatamente pela

Festa de Tabernáculos .

Tabernáculos era uma das três ocasiões , como já vimos , em que se dava a

peregrinação em massa , de todo o país para Jerusalém (as outras duas

eram Páscoa e Pentecostes). Nesta ocasião , não só Jerusalém , mas todas

as áreas circumvizinhas , recebiam forte afluxo de peregrinos . E Belém

dista apenas oito quilômetros de Jerusalém . Isto pode explicar porque

Lucas nos relata , em seu evangelho , 2:7 , que os pais terrenos de

Jesus não encontraram acomodações em Belém , utilizando-se então de uma

manjedura , para abrigo , na situação de Seu nascimento iminente .

Parece que realmente houve um dia santo marcando o nascimento de Jesus .

Jesus foi Deus habitando no meio de Seu povo (Emanuel) , com Seu

nascimento perfeitamente tipificado pela celebração de Tabernáculos .

Entendendo sobre as Festas do Senhor , ganhamos todos uma compreenção

mais profunda e verdadeira do significado real de inúmeras passagens da

vida de Jesus e de Sua maravilhosa mensagem ! Veja mais esta :

Em tabernáculos eram costumeiras as orações rogando a Deus pelas

chuvas de inverno , essenciais para restaurar a terra para a próxima

safra . E , no cerimonial histórico dos judeus , por ocasião do segundo

Templo , o ponto alto , no último dia da Festa de Tabernáculos ,

acontecia quando o sacerdote , simbolocamente , derramava água no altar

do Templo , obtendo fervorosa reação da platéia . Falta acrescentar que

as águas buscadas não eram apenas as da chuva , desde que um texto bem

utilizado era o de Isaías 12:3 Vós com alegria tirareis água das fontes

da salvação. Então , mais que a chuva , esta cerimônia ilustrava

profeticamente os dias de redenção messiânica , quando a água do

Espírito Santo seria derramada , pelo esperado Messias , sobre todo

Israel .

A Festa de Tabernáculos Razões Pelas Quais a Celebramos na Comunidade Evangélica Vitória

ISRAEL NOS PLANOS DE DEUS

Muitos cristãos tem aprendido que a nação de Israel, pôr meio da qual

Deus revelou muitas as vezes no passado o Seu poder perante as nações,

já não faz parte de Seu programa, pelo fato de terem rejeitado o Messias

em Sua primeira vinda. O Espírito de Profecia nos livra desse falso

conceito, e nos incentiva a pesquisar o assunto nas Escrituras:

Há uma poderosa obra a ser feita no mundo. O Senhor declarou que os

gentios serão recolhidos, e não somente os gentios, mas os judeus.Há

entre os judeus muitos que serão convertidos e pôr meio de quem veremos a

salvação de Deus sair como lâmpada ardente. O Senhor Deus operará. Fará

coisas maravilhosas em justiça( Ev.578).

Haverá muitos conversos entre os judeus, e esses conversos ajudarão a

preparar o caminho do Senhor, e fazer no deserto caminho direto para

nosso Deus. Judeus conversos hão de ter parte importante a desempenhar

nos grandes preparativos a serem feitos no futuro para receber a Cristo o

nosso Príncipe. Nascerá uma nação em um só dia. Como? Pôr homens que

Deus designou se converterem à verdade. Ver-se-á primeiro a erva, depois

a espiga, e pôr último o grão cheio na espiga. Cumprir-se-ão as

predições da profecia ( EV, 579).

Somente aqueles que, desprovidos de qualquer preconceito, buscarem nas

Escrituras a verdade divina sobre o papel da nação de Israel nesses

últimos dias, estarão aptos a reconhecerem as coisas maravilhosas que o

Senhor fará, em justiça, no grande dia dos tabernáculos que se

aproxima.Nascerá uma nação em um só dia, composta por judeus

convertidos.Cumprir-se-ão as predições da profecia.

Recorramos à Bíblia, para vermos o que Deus tem a nos revelar sobre a nação de Israel nos últimos dias.

O Senhor vos espalhará entre os povos, e restareis poucos em número

entre as gentes aonde o Senhor vos conduzirá. Lá servireis a deuses que

são obra de mãos de homens, madeira e pedra, que não vêem, nem ouvem,

nem comem, nem cheiram. De lá buscarás ao Senhor, teu Deus, e o acharás,

quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma. Quando

estiveres em angústia, e todas estas coisas te sobrevierem nos últimos

dias, e te voltares para o Senhor , teu Deus, e lhe atenderes a voz,

então, o Senhor, teu Deus não te desamparará, portanto é Deus

misericordioso, nem te destruirá, nem se esquecerá da aliança que jurou a

teus pais(Deuteronômio 4: 27-31).

Porque os filhos de Israel ficarão pôr muitos dias sem rei, sem

príncipe, sem sacrifício, sem coluna, sem estola sacerdotal ou ídolos do

lar. Depois, tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao Senhor, seu

Deus, e a Davi seu rei; e, nos últimos dias, tremendo se aproximarão do

Senhor e da Sua bondade(Oséias 3: 4,5).

Davi, nesta profecia de Oséias, é o Messias que, finalmente, será

reconhecido pêlos filhos de Israel como aquele a quem traspassaram.Esse

grande acontecimento se dará no dia do derramamento do Espírito Santo,

como está predito em Zacarias:

E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o

espírito de graça e de súplicas, e olharão para mim a quem traspassaram;

pranteá-lo-ão como quem pranteia pôr um unigênito e chorarão pôr ele

como se chora amargamente pelo primogênito. Naquele dia, será grande o

pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade- Rimom, no vale de

Megido.Naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi e para os

habitantes de Jerusalém, para remover o pecado e a impureza(Zacarias

12: 10,11; 13: 1).

A experiência de Israel é como a do filho pródigo: deixou a casa do Pai e

foi para terras distantes em seu exílio; mas o Pai nunca o esqueceu, e

espera pelo seu retorno. Leiamos o que disse Deus pôr intermédio de

Jeremias:

Assim diz o Senhor: Eis que restaurarei a sorte das tendas de Jacó e me

compadecerei das suas moradas…Seus filhos serão como na antigüidade, e

a sua congregação será firmada diante de mim, e castigarei todos os

seus opressores.Não voltará atrás o brasume da ira do Senhor, até que

tenha executado e cumprido os desígnios do Seu coração. Nos últimos dias

entendereis isto(Jeremias 30: 18,20, 24).

Eis que vem dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa

de Israel e com a casa de Judá.Não conforme a aliança que fiz com seus

pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito;

porque eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver

desposado, diz o Senhor. Porque esta é a aliança que firmarei com a casa

de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente, lhes

imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o

seu Deus, e eles serão o meu povo.Não ensinará jamais cada um ao seu

próximo, nem cada um ao seu irmão,dizendo: Conhece o Senhor, porque

todos me conhecerão,desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Pois

perdoarei as suas iniquidade e dos seus pecados jamais me

lembrarei(Jeremias 31: 31 – 34).

A certeza de que Israel, apesar de todas as suas apostasias, continua

nos planos de Deus como nação escolhida, vem de um juramento divino:

Assim diz o Senhor, que dá o sol para a luz do dia e as leis fixas à lua

e às estrelas para a luz da noite, que agita o mar e faz bramir suas

ondas: Senhor dos Exércitos é o Seu nome. Se falharem estas leis fixas

diante de mim, diz o Senhor, deixará também a descendência de Israel de

ser uma nação diante de mim para sempre.Assim diz o Senhor: Se puderem

ser medidos os céus lá em cima e sondados os fundamentos da terra cá em

baixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, pôr tudo

quanto fizeram, diz o Senhor(Jeremias 31:35,36).

Esta importante verdade é confirmada pelo apóstolo Paulo:

Pergunto, pois: terá Deus, porventura, rejeitado o seu povo? De modo

nenhum!…Deus não rejeitou o seu povo, a quem de antemão

conheceu…Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para

que não sejais presumidos de vós mesmos): que veio endurecimento em

parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios.E, assim,

todo o Israel será salvo, como está escrito:Virá de Sião o Libertador e

ele libertará de Jacó as impiedades.Quanto ao evangelho são eles

inimigos, pôr vossa causa; quanto, porém, à eleição, amados pôr causa

dos patriarcas; porque os dons e a vocação de Deus são

irrevogáveis(Romanos 11: 25 – 29).

Muitos vêem na profecia das setenta semanas de Daniel 9, uma indicação

de que o papel profético da nação de Israel se transferiria para a

Igreja Apostólica, ao fim daquele período. Uma leitura atenta do

capítulo 9 de Daniel, e dos capítulos posteriores, nos mostra que a

nação de Israel tem um importante papel a desempenhar nos últimos

acontecimentos da história deste mundo. Observe: O mesmo anjo que disse a

Daniel setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo ( 9:24),

referindo-se ao desfecho do grande conflito, afirmou: Nesse tempo, se

levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e

haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até

aquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo o que for

achado inscrito no livro(12:1). Daniel foi consolado com a promessa de

que o seu povo, apesar de todos os problemas causados pelo pecado,

haveria de triunfar finalmente, ao lado de Miguel, o grande Príncipe.

O livro O Grande Conflito, nos alerta sobre a possibilidade de uma interpretação errônea das Escrituras em meio aos cristãos:

A maior parte da igreja cristã tem-se separado do claro sentido das

Escrituras, volvendo a sistema fantasioso: Admitem que, quando lêem

judeus, devem compreender gentios; e quando se lêem Jerusalém, devem

compreender igreja( GC,360).

Seria correto e justo os cristãos que, em sua caminhada pelo deserto

deste mundo, tem também falhado muitas vezes, aplicar para si todas as

predições que falam de bênçãos e salvação, deixando para Israel somente

as maldições?

Ao preparar a festa para a recepção do filho pródigo que, pôr tantos

séculos e milênios tem sofrido em seu exílio distante do Pai, Deus quer

que os gentios se alegrem, participando da grande festa, e não se

ressentindo como aquele outro irmão da parábola contada pôr Cristo (Ler

Romanos 15:10).

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