Perdido ou Rebelde?
- Pr. Henrique Lino da Silva

- há 6 dias
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“E chegavam-se a Ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir. E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles. E Ele lhes propôs esta parábola, dizendo: Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e vai após a perdida até que venha a achá-la? E achando-a, a põe sobre os seus ombros, rejubilando; e, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que assim haverá alegria no Céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar? E achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida. Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. E disse: Um certo homem tinha dois filhos; E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos, a apascentar porcos. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. E, tornando em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o Céu e perante ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus empregados.” (Lucas 15:1-19)
Observo muitos dos que se dizem evangélicos, crentes denominacionais, desabafarem dizendo que saíram de uma determinada congregação e o pastor não foi atrás deles, os irmãos não foram procurá-los, chamá-los de volta. Geralmente gostam de citar esse texto, mas devemos observar que esses que se afastam, os que abandonam as suas congregações, os que também viram as costas ao Senhor ficam chateados, porque ninguém vai atrás deles pedindo-lhes e implorando-lhes para voltarem. Temos que entender que, quando alguém decide de livre e espontânea vontade abandonar o Senhor, Deus não manda ninguém atrás dessa pessoa, mesmo porque ela é rebelde, ela se revoltou e foi para o mundo. Temos exemplos nessa parábola do filho pródigo, que se rebelou e foi para o mundo. O pai somente esperou que ele se arrependesse e voltasse, mas não foi e nem mandou ninguém atrás dele. Já a ovelha que se perdeu – entenda bem, se perdeu –, ela não se rebelou, ela não se revoltou, somente se perdeu, então o pastor deixou as outras noventa e nove ovelhas, pois ovelhas são obedientes e aguardam o seu pastor, e foi em busca da que havia se perdido, e, quando a encontra, a traz de volta. Assim como a mulher que perdeu uma moeda, o dracma; ela não tinha jogado fora, mas perdido, portanto, ela procurou até encontrar, e, quando encontra, se alegra. Quem é ovelha, quem é filho, não abandona o Pai por nada, não se rebela, e se acontecer de se perder, com certeza o pai mandará um pastor atrás dela. Já os rebeldes, ninguém irá atrás deles, e passarão por sofrimentos e tormentas até se arrependerem, terem consciência dos seus erros e procurarem o caminho de volta, e, arrependidos, pedirem perdão. Assim serão perdoados e aceitos. “E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o Céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e sandálias nos pés; e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos; porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se.” (Lucas 15:20-24).
Leiam e pratiquem a Bíblia, mais especificamente o Novo Testamento.
Que Deus os abençoe.
Um abraço,
Pr. Henrique Lino



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