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  • Foto do escritorPr. Henrique Lino da Silva

Luz do mundo



“Era já quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até a hora nona, pois o sol se escurecera; e rasgou-se ao meio o véu do santuário.” (Lucas 23:44-45)

Jesus tinha dito que Ele era a Luz do mundo. Também disse que deveríamos andar enquanto era dia, pois a noite viria, e não conseguiríamos andar. Jesus, a Luz verdadeira, estava no mundo, mas as pessoas não o aceitaram, não o reconheceram como o Filho de Deus, não aceitaram a Luz, o Brilho maravilhoso da Luz que ilumina para a vida, e por isto o perseguiram, o humilharam, o prenderam e o crucificaram. A Luz sempre vai incomodar as trevas, uma vez que são opostas, assim, depois de lhe infligirem vários sofrimentos, deixaram Ele na cruz para morrer, porque não foram eles que o mataram, Ele que se entregou por todos nós. Ele disse que tinha Poder para dar a vida em prol de muitos, e que a Dele ninguém tirava, e vemos que, na Cruz, Ele entregou-se. Na sua partida, quando a Luz estava partindo de volta ao Pai, houve trevas, escuridão densa, tal que não se conseguia enxergar nada, e isto de meio-dia até as três horas da tarde. No momento em que Ele partiu, o véu, que era como uma cortina extremamente grossa, simplesmente se partiu, algo que aos nossos olhos era impossível acontecer, porque esse véu ou cortina que separava o lugar santo do santíssimo no templo tinha aproximadamente dez centímetros e era muito bem feito, tecido a mão. Mas na hora ele se partiu ao meio, mostrando que a separação havia acabado, e todos os que quisessem ir ao Pai poderiam ir em Nome de Jesus. Antes somente o sacerdote podia entrar no lugar santíssimo, e mesmo assim uma vez ao ano, e nas suas vestes havia várias maçãzinhas e sininhos de ouro, pois no tempo em que ele estava lá dentro oferecendo orações e se movimentando, elas ficavam fazendo barulho. Se elas silenciassem, os outros levitas que ficavam do lado de fora sabiam que ele tinha morrido, e assim o puxavam pela corda que estava presa a sua cintura. Quando o sacerdote entrava no lugar santíssimo, uma corda ficava amarrada a sua cintura com a ponta com os levitas do lado de fora, porque, se o sacerdote estivesse em pecado, morria lá dentro, e como ninguém podia entrar nem mesmo para tirar o cadáver porque morria, assim o puxavam para fora. Imagino que se hoje somente os sacerdotes, os pastores que estivessem sem pecado pudessem subir ao púlpito, a maioria estava morta. Não haveria pastores hoje, porque a maioria está em pecados vários.

“Jesus, clamando com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso, expirou.” (Lucas 23:46). Imaginem vocês, a partir do meio-dia, trevas, escuridão, breu total, e isto sem nenhuma explicação. Era tão densa a escuridão que se tinha a impressão que se poderia pegá-la, e então Jesus dá o seu grito entregando-se nas mãos do Pai. Mesmo acontecendo isso, os fariseus se recusaram a acreditar em Jesus, a crer que Ele era o Filho de Deus, que eles haviam sacrificado o Filho de Deus, não aceitaram que aquele era o Messias, o enviado do Senhor. Persistiram em suas mentiras, nas religiões, passando isso de geração a geração, prova tal que a maioria dos judeus ainda está esperando a vinda do Messias. Jesus cumpriu a sua missão, foi obediente ao Pai, obediência até morte, não se importando com as dores, os sofrimentos, e venceu e hoje está sentado à direita do Pai e tem Todo o Poder nos céus, na terra e embaixo da terra. Mas, antes de criticarmos os judeus, os religiosos daquela época que crucificaram Jesus, devemos criticar esse bando de religiosos que vivem em denominações, em congregações, somente em busca de bênçãos, ignorando Jesus, pois buscam, querem, exigem o que Ele jamais prometeu. Temos que compreender que ser seguidor de Jesus é estar disposto a passar pelos mesmos sacrifícios que Ele passou. Vejam que Ele nos mandou pegar as nossas cruzes e segui-lo. Se estamos buscando vitórias, bênçãos e reinarmos aqui, com certeza Ele não é o nosso Mestre. Se formos verdadeiramente seguidores de Cristo, assim como o mundo o perseguiu, também seremos perseguidos, porque os servos não são maiores e nem melhores do que seu Mestre. (Palavras Dele.) “Quando o centurião viu o que acontecera, deu glória a Deus, dizendo: Na verdade, este homem era justo. E todas as multidões que presenciaram este espetáculo, vendo o que havia acontecido, voltaram batendo no peito.” (Lucas 23:47-8).

Leiam e pratiquem a Bíblia. Que Deus os abençoe.

Um abraço,

Pr. Henrique Lino

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