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  • Foto do escritorPr. Henrique Lino da Silva

Arrependido




“Disse-lhe mais: Certo homem tinha dois filhos. O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me toca. Repartiu-lhes, pois, os seus haveres. Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntando tudo, partiu para um país distante, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. E, havendo ele dissipado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a passar necessidades. Então foi encontrar-se a um dos cidadãos daquele país, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. E desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada. Caindo, porém, em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados. Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. Disse-lhe o filho: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.” (Lucas 15:11-21)

Nessa parábola que Jesus contou e nos conta ainda hoje, devemos pensar e repensar o nosso modo de agir em relação às pessoas, a familiares e a irmãos de igreja, porque as pessoas imaginam que devemos viver correndo atrás delas implorando-lhes para ficarem, ou voltarem, só que não percebem que com essa atitude estaremos impedindo-as de se arrependerem. Veja que nessa parábola o filho exigiu do pai o que não tinha direito, e o pai lhe deu exatamente para lhe dar uma grande lição, digo isto porque todos sabem que herança só é dada depois que os pais morrem. Portanto, o filho não tinha direito a nada, e menos ainda por não ser o filho primogênito, mas o pai atendeu a seu pedido e o deixou partir. Claro que não era essa a vontade dele, mas há certas coisas que devemos fazer para que as pessoas aprendam e se arrependam. Esse filho partiu e foi para o mundo desfrutar dos prazeres que o mundo oferece. Gastou toda a sua fortuna, toda a sua herança, esbanjou e ficou sem nada, a ponto de não ter onde morar e nem o que comer. Vemos que a sua fome era tanta que queria comer os alimentos dos porcos, mas os donos não permitiam. Nesse momento lembrou-se da casa do pai, lembrou que os empregados do pai comiam bem e nada lhes faltava, então sentiu vontade de voltar, mas não como filho, e sim como empregado, queria voltar envergonhado, arrependido e pedir perdão e um emprego ao pai. Mas o pai, ao vê-lo voltando, correu ao seu encontro e o acolheu como filho e não como empregado, fez com que ocupasse o seu lugar de filho, porque se arrependeu.

“Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés; trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se. Ora, o seu filho mais velho estava no campo; e quando voltava, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e as danças; e chegando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. Respondeu-lhe este: Chegou teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou e não queria entrar. Saiu então o pai e instava com ele.” (Lucas 15:22-28). O pai, todo alegre, não lhe recebeu com cobranças, pois sabia que a lição tinha sido suficiente e que jamais ele iria querer sair da casa do pai, e assim o restituiu ao lugar de filho, colocando anel de autoridade em seu dedo. Muitas vezes queremos prender as pessoas a nós, ou queremos que elas aprendam de todas as maneiras através das nossas explicações, mas não é isso que o Senhor nos ensina. Se a pessoa quiser partir, deixe-a ir, não vá atrás, não implore para ela não ir ou para voltar, deixe ela ser tratada, pois, após passar por lutas e sofrimentos, voltará arrependida pedindo perdão. Temos que saber que nós não temos poder para convencer ninguém e nem podemos segurar ninguém contra a sua vontade, mas devemos dar liberdade de escolha, assim como o Senhor nos dá, e assim deixarmos a pessoa ir. Mas vamos ao Senhor, oramos e intercedemos por essa pessoa, pois sabemos que no momento certo voltará arrependida, e então a receberemos bem, com festas, e comemoraremos, pois muitos são como o filho mais velho que, apesar de estar em casa, não reconhecia isso, pois não desfrutava das coisas do pai. Se estamos na casa do Pai, estamos em nossa casa, e podemos desfrutar de tudo com ordem e decência. “Ele, porém, respondeu ao pai: Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com os meus amigos; vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. Replicou-lhe o pai: Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu; era justo, porém, regozijarmo-nos e alegrarmo-nos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado.” (Lucas 15:29-32).

Leiam e pratiquem a Bíblia, mais especificamente o Novo Testamento.

Que Deus os abençoe.

Um abraço,

Pr. Henrique Lino


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