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  • Foto do escritorPr. Henrique Lino da Silva

Romantizam o sacrifício de Jesus




“E, logo ao amanhecer, os principais dos sacerdotes, com os anciãos, e os escribas, e todo o Sinédrio, tiveram conselho; e, ligando Jesus, o levaram e entregaram a Pilatos. E Pilatos lhe perguntou: Tu és o Rei dos Judeus? E Ele, respondendo, disse-lhe: Tu o dizes. E os principais dos sacerdotes o acusavam de muitas coisas; porém Ele nada respondia. E Pilatos o interrogou outra vez, dizendo: Nada respondes? Vê quantas coisas testificam contra ti. Mas Jesus nada mais respondeu, de maneira que Pilatos se maravilhava. Ora, no dia da festa costumava soltar-lhes um preso qualquer que eles pedissem. E havia um chamado Barrabás, que, preso com outros amotinadores, tinha num motim cometido uma morte. E a multidão, dando gritos, começou a pedir que fizesse como sempre lhes tinha feito. E Pilatos lhes respondeu, dizendo: Quereis que vos solte o Rei dos Judeus? Porque ele bem sabia que por inveja os principais dos sacerdotes o tinham entregado.” (Marcos 15:1-10)

       As pessoas gostam de relatar, ou ouvir, ler sobre Jesus, mas de uma forma romântica. Quando digo que preferem romantizar o sacrifício de Jesus, é porque acham bonito falar, mas não pensam realmente no ato, e não percebem que elas mesmas atualmente fazem igual ou pior, porque os judeus, os sacerdotes, os religiosos da época perseguiram e prenderam Jesus simplesmente por Ele ser Luz, e como Luz o seu brilho os cegava, uma vez que viviam nas trevas, na escuridão. E como a Luz mostra tudo, eles não queriam que fossem mostrados os seus erros, os seus pecados, e assim preferiram eliminar o Filho de Deus, para continuarem nos seus erros, não percebendo que com essa ação simplesmente só complicaram de vez a vida deles, que não tiveram salvação. Mas hoje, quando nos recusamos a praticar o que Jesus manda, quando criamos outros deuses para nós, tais como dinheiro, pessoas ou bens materiais, e também imagens, estamos indo frontalmente contra Jesus, estamos exigindo a sua morte, o expulsamos, não o queremos no nosso meio, assim como o povo de Gandara, que o expulsou após Ele libertar um endemoniado.  Os religiosos de hoje são pastores, ou melhor, pessoas que se identificam como pastores, bispos, apóstolos, padres, e a maioria das lideranças religiosas, que não seguem, não praticam e nem ensinam as pessoas a praticarem o Evangelho de Jesus Cristo, que é o mesmo Jesus.

         “Mas os principais dos sacerdotes incitaram a multidão para que fosse solto antes Barrabás. E Pilatos, respondendo, lhes disse outra vez: Que quereis, pois, que faça daquele a quem chamais Rei dos Judeus? E eles tornaram a clamar: Crucifica-o. Mas Pilatos lhes disse: Mas que mal fez? E eles cada vez clamavam mais: Crucifica-o. Então Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou-lhe Barrabás e, açoitado Jesus, o entregou para ser crucificado. E os soldados o levaram dentro à sala, que é a da audiência, e convocaram toda a coorte.” (Marcos 15:11-16). Portanto, antes de falarmos que somos diferentes, temos que analisar para ver se não somos piores, pois, assim como o povo, a multidão na época, que exigiu gritando a crucificação de Jesus e que soltassem Barrabás, o assassino, nós hoje podemos estar protegendo, adorando, amando o assassino e exigindo a morte de Jesus. São muitos os líderes religiosos que pregam e ensinam a mentira, apesar de estarem citando o Nome do Senhor (que é Santo para todo o sempre Amém), mas o fazem exatamente como os religiosos da época, que diziam amar Deus, mas prenderam e mataram o Filho de Deus, o próprio Deus. Por isso, sem romantizar, devemos sempre nos analisar se realmente amamos Cristo, se o queremos em nosso meio, se realmente nos importamos com o sacrifício da cruz, pois, se a resposta for positiva, só há uma maneira de demonstrar isso, que é vivendo a sua Palavra. Quando estamos apoiando, aceitando pregadores hipócritas, mentirosos, estelionatários, estamos amando o ladrão e crucificando Jesus, somos os soldados que estão pregando os cravos em suas mãos e pés. Somos servos do diabo, os ladrões, pois defendemos os seus servos, e sem nenhum medo de errar, afirmo que todos os que vivem de maneira contrária à Palavra de Deus são servos do diabo e não de Cristo, pois quem é de Cristo pratica as suas obras. Quem somos nós? Será que também somos como os soldados que dividiram as roupas de Jesus? Será que só queremos nos dar bem? Aproveitar do que Jesus pode nos dar? Se formos pessoas que gostam de falar, orar ou fazer rezas somente para pedir as coisas, querendo somente bênçãos e milagres, mas não lhe obedecerem, então somos inimigos de Jesus. “E vestiram-no de púrpura, e tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram na cabeça. E começaram a saudá-lo, dizendo: Salve, Rei dos Judeus! E feriram-no na cabeça com uma cana, e cuspiram Nele e, postos de joelhos, o adoraram. E, havendo-o escarnecido, despiram-lhe a púrpura, e o vestiram com as suas próprias vestes; e o levaram para fora a fim de o crucificarem.” (Marcos 15:17-20).

 Leiam e pratiquem a Bíblia, mais especificamente o Novo Testamento.

Que Deus os abençoe.

Um abraço,

 Pr. Henrique Lino

 

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