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  • Foto do escritorPr. Henrique Lino da Silva

Prisioneiro




“Por esta razão eu, Paulo, sou o prisioneiro de Cristo Jesus por amor de vós gentios. Se é que tendes ouvido a dispensação da Graça de Deus, que para convosco me foi dada; como pela revelação me foi manifestado o Mistério, conforme acima em poucas palavras vos escrevi, pelo que, quando ledes, podeis perceber a minha compreensão do Mistério de Cristo, o qual em outras gerações não foi manifestado aos filhos dos homens, como se revelou agora no Espírito aos seus santos apóstolos e profetas, a saber, que os gentios são co-herdeiros e membros do mesmo corpo e co-participantes da Promessa em Cristo Jesus por meio do Evangelho; do qual fui feito ministro, segundo o Dom da Graça de Deus, que me foi dada conforme a operação do seu Poder. A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar aos gentios as riquezas inescrutáveis de Cristo, e demonstrar a todos qual seja a dispensação do Mistério que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou, para que agora seja manifestada, por meio da igreja, aos principados e potestades nas regiões Celestes, segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor, no qual temos ousadia e acesso em confiança, pela nossa fé Nele.” (Efésios 3:1-12)

Eu gosto muito da expressão que o apóstolo Paulo usa ao se referir a ele mesmo como prisioneiro em Cristo, pois, a bem da verdade, todos nós deveríamos nos considerar prisioneiros Nele, pois, se assim nos víssemos, com certeza não cometeríamos tantos erros e pecados como o fazemos. Paulo referia-se a si mesmo como prisioneiro, não por estar preso fisicamente por causa do Evangelho, como aconteceu inúmeras vezes, inclusive terminou sua vida terrena sendo executado em Roma. Mas ser prisioneiro é saber que temos limitações, que não podemos fazer ou deixar de fazer qualquer coisa da qual não tenhamos recebido ordens diretas do Senhor. Assim como uma pessoa que se encontra preso fisicamente em uma penitenciária qualquer e tem que cumprir ordens do diretor, que as repassa para os guardas que as executam, e se os prisioneiros não obedecerem são severamente punidos de igual forma, temos que agir em relação ao Evangelho, sabendo que o castigo por nossas desobediências é muito mais severo e pode durar toda a eternidade. Portanto, se formos inteligentes, vamos nos considerar prisioneiros em Cristo e vamos fazer tudo o que o Senhor nos mandar fazer pela sua Palavra, pelo seu Evangelho, e jamais fazer o que Ele nos proíbe, pois sabemos as consequências das desobediências, que são eternas.

“Portanto vos peço que não desfaleçais diante das minhas tribulações por vós, as quais são a vossa glória. Por esta razão dobro os meus joelhos perante o Pai, do qual toda família nos céus e na terra toma o Nome, para que, segundo as riquezas da sua Glória, vos conceda que sejais robustecidos com poder pelo seu Espírito no homem interior; que Cristo habite pela fé nos vossos corações, a fim de que, estando arraigados e fundados em amor, possais compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o Amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira Plenitude de Deus.” (Efésios 3:13-19). Portanto, nós devemos nos comportar como realmente prisioneiros do Senhor, conformar e aceitar as lutas, perseguições, aflições que nos sobrevêm, porque sabemos que, segundo o Evangelho de Jesus Cristo, é o esperado, principalmente por sermos cidadãos e cidadãs do Reino e não deste mundo, portanto, aqui somos como estrangeiros, assim, é normal sermos maltratados. Assim como o nosso Mestre foi extremamente maltratado aqui até a morte, e morte em Cruz, se somos os seus seguidores, é normal que algo semelhante ocorra conosco. Assim como sabemos que os prisioneiros físicos de estabelecimentos penais terrenos sofrem com a perda da liberdade, que a nossa carne, nossas vontades também sofram, pois sabemos que também não podemos participar das coisas do mundo, das alegrias e festas mundanas, nós vivemos segundo as ordenanças do Senhor. Somente nos colocando, nos vendo como um prisioneiro em Cristo é que podemos entender como é o Amor de Cristo, pois o mundo fala de amor, mas usa o Nome do Senhor de maneira indevida, não mostra o que é realmente o Amor de Cristo, e, para conhecermos a profundidade e a largura desse Amor, é necessário nos colocarmos como prisioneiros Dele, assim como Ele se posicionou como prisioneiro de Deus, e desta maneira cumpriu a sua missão aqui na terra muito lindamente, e hoje é Senhor no Céu, na terra e embaixo da Terra, e todos os joelhos se dobrarão diante Dele. “Ora, àquele que é Poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse seja Glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém.” (Efésios 3:20-21).

Leiam e pratiquem a Bíblia, mais especificamente o Novo Testamento.

Que Deus os abençoe.

Um abraço,

Pr. Henrique Lino


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