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  • Foto do escritorPr. Henrique Lino da Silva

Prisioneiro




“Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, nosso companheiro de trabalho, e à nossa irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa: Graças a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.” (Filemom 1:1-3)

 

                  O apóstolo Paulo gostava sempre de se identificar como prisioneiro de Cristo, mas não pelo fato de constantemente estar preso por causa do Evangelho e sim porque ele se sentia preso a Jesus, e não conseguia se afastar, se distanciar do Evangelho. Depois que Cristo apareceu para ele e o chamou, o convocou, nunca mais ele foi o mesmo, porque ele passou a viver para e pelo Evangelho. Vemos que ele foi o apóstolo que mais viagens missionárias fez, o que mais abriu igrejas, e também o que mais foi preso e espancado, mas em nenhum momento sabemos de ele pensar em desistir, fraquejar, ao contrário, cada vez mais tinha ânimo para levar as Boas Novas a toda parte. Essa carta ele e Timóteo escrevem aos irmãos Filemom, Áfia e Arquipo e a todos os irmãos da igreja que se reuniam em sua casa. Isto porque naquela época as igrejas, as congregações iniciavam, começavam a maioria delas se reunindo na casa de uma pessoa para só então depois disso passar para um local próprio, mesmo porque havia as dificuldades normais, além das perseguições, por isto, para se estabelecer um local como igreja, demorava. Portanto, Paulo e Timoteo estão escrevendo esta carta para toda a igreja, para todos os irmãos que se reúnem na casa de Filemom.  Depois então eles saúdam, cumprimentam a todos com a saudação cristã, como é o costume de todos os cristãos se saudarem. “Sempre dou graças ao meu Deus, lembrando-me de ti nas minhas orações, ao ouvir falar do amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus e para com todos os santos; para que a comunicação da tua fé se torne eficaz, no pleno conhecimento de todo o bem que em nós há para com Cristo.” (Filemom 1:4-6). Paulo inicia elogiando Filemom pela fé, e o seu comportamento cristão. Depois que ouviu Paulo pregar as Boas Novas, ele não somente abraçou com todo amor e carinho, como se tornou um verdadeiro servo do Senhor, digno de elogio, porque, além de permitir uma igreja na sua casa, ele tratava e cuidava de todos os irmãos como Jesus nos mandou cuidar uns dos outros.

         “Pois tive grande gozo e consolação no teu amor, porque por ti, irmão, os corações dos santos têm sido reanimados. Pelo que, embora tenha em Cristo plena liberdade para te mandar o que convém, todavia prefiro rogar-te por esse teu amor, sendo eu como sou, Paulo o velho, e agora até prisioneiro de Cristo Jesus, sim, rogo-te por meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões; o qual outrora te foi inútil, mas agora a ti e a mim é muito útil;  eu te torno a enviar, a ele que é o meu próprio coração.” (Filemom 1:7-12). Agora Paulo fala com ele que muito o admira pelo seu comportamento, mas que agora ele quer pedir um favor. Apesar de Paulo, como apóstolo do Senhor, ter autoridade de Cristo para dar ordens a ele, não pretende fazer desta maneira, prefere pedir-lhe um favor. Vemos aqui a humildade de Paulo, o respeito que ele tinha pelos seus, porque, apesar de Filemom ter se convertido através dele, apesar de espiritualmente Paulo estar muito, mas muito superior e ser digamos o líder da igreja, ele agora se rebaixa à condição simples para fazer um pedido. Durante as prisões de Paulo, ele conheceu Onésimo e, como sempre, pregou para ele, que aceitou e se converteu ao Evangelho. Onésimo era um escravo de Filemom que tinha fugido e acabou preso, e agora se converte na cadeia através de Paulo, que o envia de volta com recomendações dizendo que o ama muito, e que ele é um irmão em Cristo e por isto deve ser tratado como tal, apesar de pertencer, ser escravo de Filemom. Explica que antes Onésimo era inútil para Filemom, mas agora, como um homem, um servo do Sevo do Senhor, é muito útil, por isto ele pede que Filemom não o receba simplesmente como um escravo que tinha fugido e voltou, mas receba-o como um servo do Senhor; mesmo porque é Paulo quem o mandou de volta. “Eu bem quisera retê-lo comigo, para que em teu lugar me servisse nas prisões do Evangelho;  mas sem o teu consentimento nada quis fazer, para que o teu benefício não fosse como por força, mas, sim, espontâneo.” (Filemom 1:13-14).

Leiam e pratiquem a Bíblia. Que Deus os abençoe.

Um abraço,

Pr. Henrique Lino


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