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  • Foto do escritorPr. Henrique Lino da Silva

Páscoa



“Antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, e havendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.” (João 13:1)

A festa da Páscoa, que é comemorada pelos judeus, em nada é comparada à que nós comemoramos, porque a festa da Páscoa judaica, conhecida pelos judeus como Pessach, significa “passagem” e relembra a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito há cerca de 3.500 anos. Uma das festas mais tradicionais do cristianismo é a Páscoa, comemorada sempre no primeiro domingo após a lua cheia ocorrida com o fim do equinócio de primavera/outono. Essa festa, por sua vez, não é originária do cristianismo, e sim do judaísmo, religião tradicional dos hebreus. A Páscoa judaica é uma tradição milenar que relembra a libertação do povo hebreu. Portanto, em nada se compara à Páscoa que comemoramos, em que se distribuem ovos de chocolate, e mais um monte de coisas que, na verdade, são somente uma oportunidade de negócios, em que o comércio fatura mais. Mas o assunto aqui é que, antes de chegar o dia de comemorar essa festa, Jesus sabia que tinha concluído a sua missão, sabia que tudo estava feito e que logo seria oferecido como resgatador de todos nós, pecadores. Portanto, logo estava retornando de onde veio, estava voltando para o Pai. Jesus amou os seus e continuou amando-os, apesar de eles estarem no mundo e continuarem até o momento do reencontro com Ele nas alturas. Temos que observar que a Palavra fala amando os seus, e sabemos que os seus são aqueles que o Pai lhes deu, os que foram chamados, porque sabemos que nem todos foram chamados, vemos que mesmo ali no meio dos seus apóstolos havia um que não foi chamado pelo Pai, que era Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor, era ladrão e roubava no Ministério de Jesus, onde exercia a função de tesoureiro. Assim também são muitos os que lotam templos denominacionais e citam o Nome do Senhor, que é Santo para sempre Amém, mas não vivem na prática do seu Evangelho. São pessoas materialistas que desejam que o Senhor lhes dê as coisas, mas elas não se dão ao Senhor, essas não são chamadas, não são de Jesus.

Enquanto ceavam, tendo já o Diabo posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, que o traísse, Jesus, sabendo que o Pai lhe entregara tudo nas mãos, e que viera de Deus e para Deus voltava, levantou-se da ceia, tirou o manto e, tomando uma toalha, cingiu-se.” (João 13:2-4). Enquanto estavam comendo juntos, Jesus já sabia que tudo estava próximo, que logo estaria voltando ao Pai, e o diabo já tinha colocado no coração, na mente de Judas Iscariotes, trair Jesus. O diabo só fez assim porque Judas Iscariotes era o seu servo, porque todos os que roubam são servos do diabo, e, apesar de ter vivido como um apóstolo de Cristo e de ter expulsado demônios, curado enfermos, quando Jesus enviou com os doze, ele era simplesmente um religioso, um filho do diabo. Da mesma maneira vemos em muitos templos pessoas nos púlpitos até expulsando demônios, operando sinais, mas são servos do diabo, e elas estão propícias, a qualquer momento, a trair Jesus, entregá-lo. Vemos quando de maneira deliberada falam contra Jesus, e fazem isso quando ensinam e pregam contra a Palavra de Deus. Jesus então nos dá um ensinamento enorme, que muitos até hoje não entenderam, não compreenderam, porque vejo religiosos imitando o gesto de lavar os pés de outros em ocasiões festivas, ou para chamar atenção, mas continuam arrogantes e soberbos, e não têm amor ao próximo. Jesus se levanta da mesa, tira a sua túnica, apanha uma toalha e Ele vai lavar os pés de todos os discípulos, inclusive do traidor e servo do diabo, Judas Iscariotes. “Depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Chegou, pois, a Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, lavas-me os pés a mim? Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço, tu não o sabes agora; mas depois o entenderás.” (João 13:5-7).

Leiam e pratiquem a Bíblia. Que Deus os abençoe.

Um abraço,

Pr. Henrique Lino

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