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  • Foto do escritorPr. Henrique Lino da Silva

Oferta, não extorsão



“Pois quanto à ministração que se faz a favor dos santos, não necessito escrever-vos; porque bem sei a vossa prontidão, pela qual me glorio de vós perante os macedônios, dizendo que a Acaia está pronta desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado muitos. Mas enviei estes irmãos, a fim de que neste particular não se torne vão o nosso louvor a vosso respeito; para que, como eu dizia, estejais preparados, a fim de, se acaso alguns macedônios forem comigo, e vos acharem desaparecidos, não sermos nós envergonhados (para não dizermos vós) nesta confiança. Portanto, julguei necessário exortar estes irmãos que fossem adiante ter convosco, e preparassem de antemão a vossa beneficência, já há tempos prometida, para que a mesma esteja pronta como beneficência e não como por extorsão.” (2 Coríntios 9:1-5)

Honestamente, não sabemos onde os pregadores modernos encontram argumentos para ficarem pedindo dinheiro, pedindo ofertas nos templos, porque, de acordo com a Palavra de Deus, os pedidos de ofertas têm um fim específico, e vemos no Novo Testamento que só existe pedido não para a igreja, ou denominação, mas para ajudar e socorrer irmãos que estejam passando por dificuldades ou até mesmo fome. A igreja estava reunida para ajudar os irmãos que estavam passando por privações, e essa ajuda sequer entrou no cofre do templo, ela foi direto para os que necessitavam, Paulo, inclusive, enviou irmãos na frente para reunir e apanhar as ofertas e depois encaminhá-las aos que estava necessitando. Mas o que vemos hoje são os pregadores ficarem o tempo todo pedindo ofertas, criando votos, campanhas e vendendo amuletos e mais um monte de coisas com o objetivo único de arrecadar dinheiro para eles mesmos. Por tal motivo, vemos templos denominacionais cada vez mais ricos, e os membros cada vez mais pobres, vemos pregadores milionários, e as pessoas que se dizem crentes passando dificuldades, e não encontram nenhum apoio por parte da mesma denominação. Infelizmente, o que se vive nesses templos é tudo, menos o Evangelho de Jesus Cristo.

“Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará, Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra; conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça. Enquanto em tudo enriqueceis para toda a liberalidade, a qual por nós reverte em ações de graças a Deus.” (2 Coríntios 9:6-11).Temos que compreender que é a nossa obrigação, nosso dever como cristãos ajudar, socorrer todos os que estejam necessitando, todos os que venham até nós, mas especialmente os irmãos da fé, entretanto, é errado darmos dinheiro para essas denominações, estarmos ofertando para esses pregadores, pois, além de eles estarem em erro, nós estamos contribuindo para que eles continuem pecando, errando e usando o Nome do Senhor de maneira indevida, assim somos tão culpados quanto eles. Todas as pessoas que ficam participando de campanhas, votos, desafios, fogueiras santas, comércios dentro dos templos, ofertando para templos e pregadores estão errando e feio, pois estão deixando de ajudar, socorrer quem necessita para dar para quem não precisa, assim estamos tirando da boca de um necessitado para dar para quem vai esbanjar. Temos que compreender que existe a diferença entre dízimos e ofertas, porque dízimos é mandamento do Senhor, devemos devolver sempre dez por cento de tudo o que vem as nossas mãos, e eles são usados para a manutenção dos templos, sustento dos pastores, e também para socorrer as pessoas, os irmãos que venham até a casa do Senhor em busca de ajuda. Já a oferta nós daremos se sentirmos em nosso coração, e não porque estão nos pedindo, mesmo porque a oferta é espontânea e voluntária, e assim, se estivermos atendendo a um pedido de um pregador, ela não é espontânea e sim uma ordem. Devemos nos unir, juntar para socorrer quem necessita e não para enriquecer templos e pregadores. E quando ofertarmos para ajudar os irmãos que necessitam, devemos fazê-lo com amor e espontaneidade. “Porque a ministração deste serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também transborda em muitas ações de graças a Deus; visto como, na prova desta ministração, eles glorificam a Deus pela submissão que confessais quanto ao Evangelho de Cristo, e pela liberalidade da vossa contribuição para eles, e para todos; enquanto eles, pela oração por vós, demonstram o ardente afeto que vos têm, por causa da superabundante Graça de Deus que há em vós. Graças a Deus pelo seu dom inefável.” (2 Coríntios 9:12-15).

Leiam e pratiquem a Bíblia. Que Deus os abençoe.

Um abraço,

Pr. Henrique Lino


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