O arrependimento verdadeiro alegra o céu
- Pr. Henrique Lino da Silva

- 16 de abr.
- 3 min de leitura

“Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. E disse: Um certo homem tinha dois filhos; E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos, a apascentar porcos. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. E, tornando em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus empregados. E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e sandálias nos pés; E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos; porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se. E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou, e não queria entrar.” (Lucas 15:10-28)
Nós recebemos tudo do Senhor: saúde, família, trabalho, condições financeiras, sobrevivemos até folgadamente, recebemos o ar para respirar e tudo o que temos e nos é permitido usar. Tudo isso é dádiva de Deus, mas nós não reconhecemos e somos ingratos, pois usamos de maneira indevida, gastamos com o que não deveríamos, porque achamos que tudo podemos e que o que temos e somos é por nós mesmos, e assim somos pessoas ruins e injustas, pois gastamos as nossas saúdes em diversão, noitadas, bebedeiras, drogas várias, excesso de trabalho, e tudo mais. Gastamos o nosso dinheiro com farras e prostituição, em adoração a ídolos e a outras coisas que sabemos que não deveríamos, por isto sofremos e estamos longe do Senhor. Mas o ideal é que nos arrependamos, que voltemos correndo para a casa do Pai, que não tenhamos vergonha de confessar nossa ignorância e rebeldia e clamar por misericórdia e perdão e passarmos a viver segundo a sua vontade. Deus não quer que vivamos em sofrimento, e, principalmente, Ele não deseja que venhamos a morrer, padecer por toda a eternidade; sempre aguarda que venhamos a nos arrepender e voltar para Ele. Também não podemos achar que iremos ficar nos erros o tempo que quisermos, porque Deus irá atrás de nós e nos fará ir para Ele, pois não é assim que funciona. Nós é que temos que reconhecer os nossos erros, nós é que temos que nos arrepender, nós é que temos que procurá-lo, pedir-lhe perdão e nos submetermos a Ele. Há festa no céu quando nos arrependemos, quando nos convertemos ao Senhor, quando tomamos consciência das nossas rebeldias e buscamos nos abrigar na Casa do Pai. Por isso sempre exorto as pessoas a deixarem de ser religiosas e serem pessoas convertidas a Cristo, serem verdadeiros e autênticos seguidores do Senhor. Não sejamos como o filho que, apesar de estar na casa do pai, era mau, invejoso, não reconhecia os seus direitos e se sentia preso e privado das coisas. “E saindo o seu pai, rogava-lhe que entrasse com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos; vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas; mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se.” (Lucas 15:29-32).
Leiam e pratiquem a Bíblia, mais especificamente o Novo Testamento.
Que Deus os abençoe.
Um abraço,
Pr. Henrique Lino



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