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  • Foto do escritorPr. Henrique Lino da Silva

Nossa língua



“Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres, sabendo que receberemos um juízo mais severo. Pois todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, esse é homem perfeito, e capaz de refrear também todo o corpo. Ora, se pomos freios na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, então conseguimos dirigir todo o seu corpo. Vede também os navios que, embora tão grandes e levados por impetuosos ventos, com um pequenino leme se voltam para onde quer o impulso do timoneiro. Assim também a língua é um pequeno membro, e se gaba de grandes coisas. Vede quão grande bosque um tão pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; sim, a língua, qual mundo de iniquidade, colocada entre os nossos membros, contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, sendo por sua vez inflamada pelo inferno. Pois toda espécie tanto de feras, como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se doma, e tem sido domada pelo gênero humano; mas a língua, nenhum homem à pode domar. É um mal irrefreável; está cheia de peçonha mortal.” (Tiago 3:1-8)

Não podemos achar que somos os maiorais, que tudo sabemos, que somos mestres, mesmo porque Jesus nos ensinou que só um é Mestre, que é o Senhor. Todos nós que somos humanos erramos sempre de diversas maneiras, e só em pensar, em achar que somos alguma coisa já estamos errando. Temos que vigiar bem as nossas palavras, o que falamos, pois muitas vezes falamos o que não deveríamos falar; mesmo que logo depois venha o arrependimento, o fato é que falhamos. Se não vigiarmos, sempre estaremos errando, pois muitas vezes agimos pela emoção e damos liberdade a nossa língua, e com ela ofendemos as pessoas, falamos palavras que magoam, ferem, ou até mesmo matam, por isso devemos sempre estar atentos e não agirmos pela emoção e a todo o tempo sermos racionais, sermos espirituais, para que a nossa língua não nos envie para o inferno.

“Com ela bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procede bênção e maldição. Não convém, meus irmãos, que se faça assim. Porventura a fonte deita da mesma abertura água doce e água amargosa? Meus irmãos, pode acaso uma figueira produzir azeitonas, ou uma videira figos? Nem tampouco pode uma fonte de água salgada dar água doce. Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom procedimento as suas obras em mansidão de sabedoria. Mas, se tendes amargo ciúme e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade.” (Tiago 3:9-14). Se não vigiarmos, a nossa língua funciona como um inimigo, uma vez que ela pode nos conduzir à morte eterna, pois, se permitirmos viver ofendendo, xingando os nossos semelhantes, se vivermos amaldiçoando as pessoas ou falando palavras que trazem tristezas, com certeza iremos padecer por toda a eternidade. Temos que saber que a nossa boca, nossa língua tem que ser útil para louvar ao Senhor, para glorificar o seu Nome, para orar, dialogar com o nosso Pai. Se a usamos para falar com o Pai, para pronunciar o seu Nome (que é Santo para todo o sempre amém), como poderemos usar a mesma boca, a mesma língua para amaldiçoar alguém que é a imagem e semelhança Dele? Assim fica fácil entender, compreender que de maneira nenhuma podemos usar a nossa língua para falar mal ou dar sentença injusta para as pessoas, pois estaríamos sujando, manchando a mesma boca que usamos para falar com o nosso Deus. Por isso, independentemente do que as pessoas nos façam, ou nos falem, devemos analisar bem antes de responder, porque, dependendo das nossas respostas, estaremos traçando a nossa sentença de morte. Sejamos sábios e procuremos ser sempre praticantes dos ensinamentos, da Palavra do Senhor, e não somente pessoas que citam, mas não obedecem, pois esses que assim procedem mostram quem são diante do Senhor. Temos que ser luzes, fazermos a diferença. As pessoas, o mundo, têm que ver em nós a diferença, temos que dar gosto, afinal, somos o sal da terra, e se não formos, se nos igualarmos ao mundo, é porque somos dele, e não do Senhor. Há necessidade de sempre estarmos meditando na Palavra para a colocarmos em prática. “Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há ciúme e sentimento faccioso, aí há confusão e toda obra má. Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se em paz para aqueles que promovem a paz.” (Tiago 3:15-18).

Leiam e pratiquem a Bíblia. Que Deus os abençoe.

Um abraço,

Pr. Henrique Lino


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