• Pr. Henrique Lino da Silva

Murmurações



“Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano.” (Atos 6:1) Na igreja dos primogênitos, todos tinham tudo em comum acordo, não existiam separações, todas as pessoas se alimentavam no mesmo lugar, porque todos tinham tudo em comum. E como ia aumentando cada vez mais o número de pessoas convertidas, é claro que também começaram as reclamações, pois uns se sentiam deixados de lado por não estarem recebendo alimentação igual a outros. Isso é normal, porque sabemos que onde se reúnem muitas pessoas sempre vamos encontrar pessoas insatisfeitas, que vivem sempre buscando motivos para reclamar. Devemos prestar bastante atenção no fato de que não havia exploração, estelionato, pedição de dinheiro, comércio, mercantilismo. As pessoas tinham prazer em dizimar e ofertar sem necessidade de os apóstolos pedirem alguma coisa, e os recursos que entravam não eram para o bem-estar dos apóstolos nem para uso pessoal, eram para todos. Com esses recursos compravam-se alimentos para todos e supriam-se as necessidades da igreja, assim os apóstolos não desperdiçavam o tempo com isso, uma vez que estavam preocupados em pregar o Evangelho. “E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a Palavra de Deus e sirvamos às mesas.” (Atos 6:2) Quando vieram até os apóstolos trazer a reclamação de que algumas pessoas estavam sendo deixadas de lado, ou seja, não estavam recebendo a mesma atenção que outras, não estavam se alimentando com todos os outros, porque as divisões estavam sendo feitas de maneira que algumas eram desprezadas, eles simplesmente disseram que não era justo eles deixarem de pregar o Evangelho para se preocuparem com a divisão de alimentos. Os discípulos de Jesus não podiam gastar o tempo com a preocupação de ficarem recebendo recursos ou dividindo-os, eles se preocupavam em levar a mensagem da cruz a todos, ao contrário de hoje, em que os supostos discípulos dessa geração se identificam como pastores, missionários, apóstolos, bispos e outros tantos títulos pomposos. Muitos deles hoje gastam mais tempo falando em ofertas, campanhas, desafios, fogueiras santas, votos, dízimos do que na Palavra de Deus, e a distribuição ou ajuda a quem está necessitando simplesmente não existe. Preocupam-se em tomar tudo das pessoas para usar em benefício próprio, e não para cuidar do rebanho do Senhor. “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.” (Atos 6:3). Os apóstolos sugeriram que eles, o povo, a igreja em si, escolhessem sete homens para tomarem conta da administração e distribuição de alimentos entre todos. Mas pediram que escolhessem homens que estivessem cheios de Jesus, cheios do Espírito Santo, homens que tivessem boa reputação, ou seja, homens conhecidos pela sua honestidade e generosidade, pessoas fiéis ao Senhor, para fazerem aquele trabalho. Eles sabiam que era importante o tratamento igualitário a todos, só que eles não podiam deixar o ministério deles, que era a pregação do Evangelho, para cuidar de distribuição dos alimentos. Veja que Pedro sabe o quanto isso era importante, como ele mesmo disse: “este importante negócio”. A função do pastor é pregar o Evangelho, é ensinar o Evangelho a todos, e é necessário que ele tenha sempre pessoas de total confiança para auxiliá-lo para assim se preocupar exclusivamente com o ensino da Palavra. É necessário que haja pessoas honestas e cheias de Jesus para desempenhar essas ações. “Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da Palavra. E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; E os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos.”(Atos 6:4-6). Pedro disse que escolhessem os sete que achavam que estivessem de acordo com o que ele tinha dito, porque eles deveriam se preocupar com a oração e pregação do Evangelho. Sabemos que essa é a obrigação do pastor: orar, interceder por todos, além, é claro, de ensinar a Palavra de Deus. Assim, a multidão concordou e eles escolheram os sete homens. Alguns nomes só ouviremos falar deles aqui e não mais em toda a Bíblia, mas isso não quer dizer que não foram importantes, uma vez que eles estavam desempenhando os seus papéis para os quais o Senhor os chamou. Sabemos que tudo é vontade ou permissão do Senhor. Após eles serem escolhidos pelo povo, os apóstolos oraram com eles com imposição de mãos e os liberaram para aquele trabalho. Assim, o ministério, a igreja crescia a cada dia, e mais e mais pessoas se uniram a ela, porque havia união e a pregação e ensino da Palavra com os lábios e com atitudes. “E crescia a Palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé.” (Atos 6:7). Leiam e pratiquem a Bíblia. Que Deus os abençoe. Um abraço, Pr. Henrique Lino Se voce está passando por problemas na sua vida espiritual, familiar, profissional, sentimental, com filhos em situação de risco, envolvimento com drogas, ou em processo de separação, divorcio, traído(a) abandonado(a) entre em contato conosco.O Ministério Atalaia do Evangelho de Deus está a sua disposição para aconselhamento, oração, e interseção e orientação, e cobertura espiritual. Visitem nosso site www.atalaiadedeus.com.br - O Ministério Atalaia do Evangelho de Deus tem como objetivo levar a Palavra de Deus. Trabalha voluntariamente com assistência as famílias, para restaurar casamentos e orientação espiritual a todo aquele que necessita de uma Palavra de cura, salvação e libertação. Esse Ministério tem obedecido ao chamado do Senhor, venha fazer parte desse trabalho com sua oração.

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