• Pr. Henrique Lino da Silva

Melquisedeque

“Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou; A quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é rei de paz; Sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre.” (Hebreus 7:1-3)

Vejo em muitas situações as pessoas falarem que não aceitam dar, ou melhor, devolver os dízimos, porque é um mandamento da lei, mas, a bem da verdade, elas não sabem o que falam e procuram justificar suas mesquinharias, suas avarezas. A verdade é que a ordem, o mandamento para que todos devolvessem ao Senhor a décima parte dos seus ganhos é muito anterior à lei, antes mesmo da existência da tribo que viria ser o representante da lei. O primeiro dizimista foi Abraão, quando ainda não existia sequer um templo, o tabernáculo, e vemos que o Senhor enviou um sacerdote para receber, recolher os seus dízimos. Porém, veremos que esse sacerdote só é nominado aqui neste relato, isto porque Ele prefigurava Cristo; basta observarmos que Ele não tinha genealogia. O Senhor providenciou esse sacerdote para recolher os dízimos de Abraão. Após este voltar da batalha, esse sacerdote saiu ao seu encontro com pão e vinho, ou seja, com alimento. Jesus continua nos alimentando até hoje, mas também exigindo a décima parte de tudo o que conquistamos, e exige que sejam primícias, ou seja, em primeiro lugar. O primeiro dizimista entregou os seus dízimos, as suas primícias a um sacerdote que representava Cristo, esse patriarca que conhecemos como o pai da fé. Assim, sabemos da nossa obrigação. Quando o Senhor fala em apresentarmos as nossas primícias, são os dízimos. Na Bíblia vemos o Senhor Jesus em vários momentos como nesse caso, na rocha que forneceu água para o povo, no deserto e em várias outras situações. “Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos.” (Hebreus 7:4). Temos que analisar de maneira consciente quem é esse sacerdote para o qual o patriarca da fé se curva e lhe entrega os dízimos. Sabemos que Ele é Jesus de Nazareno, o Cristo de Deus, e por esse motivo não nos recusamos a devolver os dízimos. Quando digo devolver, é porque tudo o que vem às nossas mãos é o Senhor quem nos dá, e exige tão-somente que lhe devolvamos a décima parte, para mostrarmos a nossa fé e, principalmente, a nossa obediência, porque sabemos que o Senhor não precisa, não necessita de nada que possamos lhe dar. Na verdade nós é que recebemos a oportunidade de mostrar a nossa obediência e fé, ao fazermos o que Ele determinou. Sabemos que Ele não precisa do nosso dinheiro, mas não cabe a nós questionar o que será feito com os dízimos, porque, se houver um sacerdote que não seja honesto com as coisas do Senhor, com certeza prestará contas a Ele. Não podemos esquecer que o primeiro que recebeu os dízimos representava Cristo, e desde o início sempre houve a ordenança de devolver a décima parte, de apresentarmos as primícias. “E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão.” (Hebreus 7:5). Os levitas, ou seja, a tribo de Levi, que posteriormente veio ser a escolhida para cuidar do tabernáculo, para serem sacerdotes, são descendentes de Abrão. A tribo de Levi, que era quem tomava conta de tudo o que se referia ao tabernáculo, que o administrava, é descendente de Abrão, que foi o primeiro dizimista, mas agora eles é que recebem os dízimos dos seus irmãos. Portanto, os templos, as congregações, os pastores não estão errados ao pedirem a devolução do dízimo a todos; o que eles não podem é fazer mau uso desses recursos, pois a sua função é manter a congregação, cobrir as despesas e manter os pastores e seus familiares, além de socorrer a todos os membros que estiverem passando por dificuldades. Mas se o pastor fizer mau uso desses recursos, tenham plena certeza de que ele irá prestar contas ao Senhor. Não podemos esquecer que de Deus ninguém escarnece, e tudo o que semearmos com certeza colheremos. “Mas aquele, cuja genealogia não é contada entre eles, tomou dízimos de Abraão, e abençoou o que tinha as promessas. Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior.” (Hebreus 7:6-7). Quem abençoa sempre é o maior espiritualmente falando, portanto, se achamos que Abraão foi um grande homem de fé, então imaginem esse sacerdote que o abençoou e recebeu os seus dízimos? Portanto, sabemos que ele prefigurava Cristo. Como a história nos mostra, ele não tinha genealogia ou dias, ou seja, não sabemos a sua idade nem de onde veio ou foi, a bem da verdade, sabemos que Ele vive para sempre. Assim, se realmente somos cristãos, procuremos devolver os dízimos, a décima parte, porque sabemos que é um mandamento do Senhor, e Jesus confirma isso em Mateus: 23. “E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive. E, por assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos.” (Hebreus 7:8-9). Leiam e pratiquem a Bíblia. Que Deus os abençoe. Um abraço, Pr. Henrique Lino

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