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  • Foto do escritorPr. Henrique Lino da Silva

Ignorados




“Ou ignorais, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo que ele vive? Porque a mulher casada está ligada pela lei a seu marido enquanto ele viver; mas, se ele morrer, ela está livre da lei do marido. De sorte que, enquanto viver o marido, será chamada adúltera, se for de outro homem; mas, se ele morrer, ela está livre da lei, e assim não será adúltera se for de outro marido. Assim também vós, meus irmãos, fostes mortos quanto à lei mediante o corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, àquele que ressurgiu dentre os mortos a fim de que demos fruto para Deus. Pois, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, suscitadas pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte. Mas agora fomos libertos da lei, havendo morrido para aquilo em que estávamos retidos, para servirmos em novidade de espírito, e não na velhice da letra. Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Contudo, eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião, pelo mandamento operou em mim toda espécie de concupiscência; porquanto onde não há lei está morto o pecado. E outrora eu vivia sem a lei; mas assim que veio o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri; e o mandamento que era para vida, esse achei que me era para morte. Porque o pecado, tomando ocasião, pelo mandamento me enganou, e por ele me matou. De modo que a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom.” (Romanos 7:1-12)

O apóstolo Paulo nos dá ensinamentos e exemplos que são ignorados deliberadamente pela maioria dos evangélicos, que teimam em citar uma antiga lei que se cumpriu, mas, claro, geralmente somente a parte que lhes é conveniente. Exemplo é que uma lei só tem poder sobre qualquer pessoa enquanto ela estiver viva, porque, estando morta, não é possível aplicar nenhuma punição sobre ela. Assim é a questão do casamento, pois, quando duas pessoas se casam, se transformam em uma só carne, uma só pessoa, e só quem muda isso é o Senhor, e o faz recolhendo, matando um dos dois. Por isto sabemos que não existe divórcio para os cristãos, e todos os que estão divorciados e casados novamente estão em adultério, e os adúlteros vão para o inferno.  Isto também se aplica a todos os que teimam em viver uma lei que se cumpriu em Jesus, porque, ao quererem obedecer a uma lei vencida, estão negando Cristo e o sacrifício da cruz, porque, se a lei e os profetas resolvessem salvar uma pessoa, libertá-la dos pecados, não haveria necessidade de Jesus ter vindo. Ele veio exatamente para tirar a enfermidade, que é o pecado do mundo, e se o ignorarmos, seremos ignorados por Ele.

         “Logo o bom tornou-se morte para mim? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte por meio do bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se manifestasse excessivamente maligno. Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Agora, porém, não sou mais eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse prático. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, mesmo querendo eu fazer o bem, o mal está comigo.” (Romanos 7:13-21). A lei, que era para trazer vida, trouxe a morte, pois ela apontava o pecado, mas não apresentava a solução. Antes não existia o pecado, mas com a vinda da lei, que catalogou, mostrou, determinou o que era pecado, descobrimos que sentimos prazer no pecado, que muitas coisas que gostamos de fazer é pecado, portanto, não mais podemos fazê-las. Mas na lei, quando cometíamos uma infração, que é um pecado, a única solução era recebermos a devida punição, castigo, que geralmente era a morte, e não havia perdão. Por exemplo, se na lei uma pessoa, tanto homem como mulher, sendo casados, fossem pegos, se descobriam que estavam se relacionando com outra pessoa que não os seus cônjuges, deveriam ser mortos imediatamente a pedradas, e não existia a menor possibilidade de serem perdoados. Mas em Jesus veio o perdão, o arrependimento, portanto, todos os que teimam em querer praticar a lei estão mortos espiritualmente. Quando decidimos fazer as nossas vontades, estamos vivendo em pecado, em desobediência, e com certeza não herdaremos a salvação em Cristo. “Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei do meu entendimento, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor! De modo que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.” (Romanos 7:22-25).

 Leiam e pratiquem a Bíblia, especificamente o Novo Testamento.

Que Deus os abençoe.

Um abraço,

Pr. Henrique Lino

 

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