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  • Foto do escritorPr. Henrique Lino da Silva

Evangelho segundo Lucas



“Visto que muitos têm empreendido fazer uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, segundo no-los transmitiram os que desde o princípio foram testemunhas oculares e ministros da Palavra, também eu, depois de haver investigado tudo cuidadosamente desde o começo, pareceu-me bem, ó excelentíssimo Teófilo, escrever-te uma narração em ordem. para que conheças plenamente a verdade das coisas em que foste instruído. Houve nos dias do Rei Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da turma de Abias; e sua mulher era descendente de Arão, e chamava-se Isabel. Ambos eram justos diante de Deus, andando irrepreensíveis em todos os mandamentos e preceitos do Senhor. Mas não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e ambos avançados em idade. Ora, estando ele a exercer as funções sacerdotais perante Deus, na ordem da sua turma, segundo o costume do sacerdócio, coube-lhe por sorte entrar no santuário do Senhor, para oferecer o incenso; e toda a multidão do povo orava da parte de fora, à hora do incenso.” (Lucas 1:1-10)

Lucas, que foi usado por Deus, pelo Espírito Santo, para escrever este livro, este Evangelho que leva o seu nome, era um médico e pesquisador naquela época, e não foi um dos que andou com Jesus. Ele veio a se converter depois da morte e ressurreição de Jesus, pois foi contratado por um cidadão romano de posses para investigar tudo sobre a vida de Jesus e seu Ministério terreno. Assim o médico Lucas começou o seu trabalho, interrogando todos os que conviveram com Jesus. Foi um trabalho exaustivo, pois naquela época tudo era mais difícil, mas ele, como bom pesquisador, investigador e fundamentalmente guiado pelo Espírito Santo, iniciou o seu trabalho e o concluiu com êxito, apresentando-o não somente ao Romano Teófilo, mas a toda a humanidade. Ele iniciou o trabalho a partir do nascimento de João Batista, o primeiro profeta do Novo Testamento, melhor dizendo, da Promessa do seu nascimento, pois fala dos pais desse profeta e como se deu o seu nascimento e a escolha do seu nome. Por ser um trabalho de pesquisa, é diferente de todos os outros Evangelhos, o de Mateus, Marcos e João, pois estes conviveram com Jesus e falam, citam o que presenciaram, já Lucas aquilo que investigou, por isto é mais amplo.

“Apareceu-lhe, então, um anjo do Senhor, em pé à direita do altar do incenso. E Zacarias, vendo-o, ficou turbado, e o temor o assaltou. Mas o anjo lhe disse: Não temais, Zacarias; porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João; e terás alegria e regozijo, e muitos se alegrarão com o seu nascimento; porque ele será grande diante do Senhor; não beberá vinho, nem bebida forte; e será cheio do Espírito Santo já desde o ventre de sua mãe; converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus; irá adiante Dele no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, a fim de preparar para o Senhor um povo apercebido.”(Lucas 1:11-17). Lucas nos conta que o pai de João Batista era um sacerdote, e como deveria ser, era da tribo de Levi, pois eram os únicos que poderiam servir como sacerdotes. Um dia em que foi escolhido para ministrar, clamar, interceder pelo povo e queimar incenso, estando ele no templo no lugar santo, apareceu-lhe um anjo do Senhor. Temos que lembrar que tanto o sacerdote Zacarias como a sua esposa já eram velhos e não tinham tido filho, e, segundo as leis humanas, o costume humano, eles não tinham mais condições de gerarem filhos por causa da idade avançada. Mas as coisas de Deus são sempre formidáveis, servem para mostrar o seu Poder, para servir de testemunho, porque, se quando jovens não conseguiram gerar filhos, depois de idosos seria praticamente impossível, mas não para Deus, que é o Criador de tudo e tudo pode, e fazer milagres é a sua especialidade. Quando o sacerdote estava queimando incenso, o anjo apareceu e lhe disse que ele seria pai, que a sua esposa iria gerar um menino de sexo masculino, que deveria ser tratado, cuidado desde o seu nascimento como nazireu, ou seja, separado para Deus, e assim sendo, não podia tomar nada de álcool. Também já escolheu o nome que deveria ser chamado o menino: João. Mas, mesmo sendo um sacerdote, esse homem não creu, teve dúvidas, e por duvidar do anjo do Senhor, ficou mudou durante todo o tempo até o nascimento da criança, ou seja, quase um ano. Nós não podemos jamais duvidar do Senhor, pois isso nos traz consequências, Zacarias não acreditou no que o anjo falou, pois ele olhou para a sua condição física e a da sua esposa, e por isso foi castigado. Quando o Senhor nos fala algo, não importa o quão difícil possa parecer aos nossos olhos, creia, pois assim será. “Disse então Zacarias ao anjo: Como terei certeza disso? pois eu sou velho, e minha mulher também está avançada em idade. Ao que lhe respondeu o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para te falar e te dar estas boas novas; e eis que ficarás mudo, e não poderás falar até o dia em que estas coisas aconteçam; porquanto não creste nas minhas palavras, que a seu tempo hão de cumprir-se. O povo estava esperando Zacarias, e se admirava da sua demora no santuário. Quando saiu, porém, não lhes podia falar, e perceberam que tivera uma visão no santuário. E falava-lhes por acenos, mas permanecia mudo. E, terminados os dias do seu ministério, voltou para casa. Depois desses dias Isabel, sua mulher, concebeu, e por cinco meses se ocultou, dizendo: Assim me fez o Senhor nos dias em que atentou para mim, a fim de acabar com o meu opróbrio diante dos homens.” (Lucas 1:18-25).

Leiam e pratiquem a Bíblia. Que Deus os abençoe.

Um abraço,

Pr. Henrique Lino


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