• Pr. Henrique Lino da Silva

Costume de ensinar

“E, levantando-se dali, foi para os termos da Judéia, além do Jordão, e a multidão se reuniu em torno Dele; e tornou a ensiná-los, como tinha por costume.” (Marcos 10:1)

Jesus tinha acabado de dar vários ensinamentos, depois se levantou e partiu para a Judeia, na parte depois do Rio Jordão. Como sempre, havia uma multidão seguindo-o por vários motivos. Jesus não perdeu tempo e voltou a dar mais ensinamentos, mesmo porque Ele estava sempre pregando, ensinando o Evangelho, apresentando as Boas Novas, as Boas Notícias do Reino. Jesus vivia viajando de uma cidade a outra, de uma aldeia a outra, sempre ensinando, porque Ele veio para nos libertar; é a Luz que veio acabar com a escuridão. Jesus veio trazer esclarecimentos, porque até então as pessoas só conheciam a lei de Moisés, mas sabiam que Jesus viria, que o Messias seria enviado pelo Pai, portanto, quando Ele veio, trouxe ensinamentos. A maioria esperava um rei físico, um que lutaria as batalhas dos hebreus, que os libertaria do jugo de outras nações, como naquele momento, em que estavam sob o jugo de Roma. Jesus, além de ser a salvação de todos, teve ainda que explicar isso, porque, apesar de tudo já estar revelado nas Escrituras, as pessoas as liam, mas não as entendiam ou compreendiam, assim como os judeus ortodoxos, que ainda não entenderam e continuam esperando a vinda do Messias, isto porque não compreenderam, não aceitaram que Ele já veio e que já está prestes a voltar pela segunda vez. “E, aproximando-se Dele os fariseus, perguntaram-lhe, tentando-o: É lícito ao homem repudiar sua mulher?” (Marcos 10:2). Como disse anteriormente, a multidão que acompanhava Jesus nem sempre era formada por pessoas querendo aprender com Ele, ou ouvi-lo, e nem mesmo em busca de um milagre, porque muitos deles eram pessoas a serviço dos sacerdotes, eram espias, que estavam vigiando Jesus para ver se Ele falava alguma coisa contra César ou contra a lei de Moisés, assim como muitos dos fariseus, que viviam tentando armar ciladas, jogos de palavras para ver se o pegavam em alguma contradição para acusá-lo e executá-lo. Agora eles vão até Jesus perguntando sobre o casamento, não que eles quisessem aprender, somente queriam ver se Ele iria falar contra Moisés e a sua lei. Perguntaram se o homem poderia repudiar, abandonar, se divorciar da sua mulher, sua esposa. Na verdade, eles queriam que Jesus falasse que não. Eles sabiam que não poderiam, mas queriam ouvi-lo dizer que Moisés errou, assim já teriam motivo mais do que suficiente para prendê-lo e levá-lo a julgamento para sentenciá-lo à morte, como pretendiam. “Mas Ele, respondendo, disse-lhes: Que vos mandou Moisés?” (Marcos 10:3). Mas Jesus, conhecendo a intenção deles, simplesmente manda de volta a pergunta deles, ao mesmo tempo deixando claro que deveriam primeiro entender, e depois fazer o que que Moisés mandara, porque Moisés tinha dado a lei, e ele não fez isso por ele mesmo, sabemos que foi porque Deus mandou, para que o povo conhecesse o pecado. Mas Moisés também colocou, ou melhor, acrescentou algo pessoal, porque, conhecendo o caráter dos seres humanos, procurou aliviar, mas isso foi Moisés, e não Deus. “E eles disseram: Moisés permitiu escrever carta de divórcio e repudiar.” (Marcos 10:4). Os fariseus mais do que depressa responderam que Moisés permitiu, autorizou que eles se divorciassem. Esses fariseus agiam exatamente como muitos hoje, que procuram uma solução, uma resposta favorável para os seus desejos, para justificar os seus pecados e desobediências. Ainda hoje são muitos os que procuram justificar o divórcio através da lei de Moisés, e não perceberam, ou não querem saber, que, agindo assim, estão em desobediência ao Senhor Jesus Cristo. “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Pela dureza dos vossos corações vos deixou ele escrito esse mandamento; Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, e serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne.”(Marcos 10:5-8). Então Jesus fala, explica de maneira clara por que Moisés acrescentou, ou permitiu o divórcio, que foi pela dureza do coração deles, pelo fato de eles não quererem, ou desejarem perdoar, ou seja, pela falta de perdão, mas veremos que mesmo assim ele não autoriza um segundo casamento. Jesus então os remete ao início de tudo, desde a criação, e fala que Deus, quando fez o ser humano, criou somente homem e mulher, portanto, sabemos que não existe terceiro ou quarto sexo, somente macho e fêmea. E o homem se uniria à mulher, ou seja, se casaria com ela, e a partir daí seriam uma só carne, e como é o próprio Deus que os une, torna-se impossível o homem, o ser humano, os separar. Veja a resposta de Jesus, pois Ele mostra a impossibilidade do divórcio, porque estão unidos por Deus, assim não é possível a separação. E todos os que teimarem em se divorciar, abandonar a esposa por qualquer motivo, estão em pecado, em erro, e mesmo em caso de adultério, devem perdoar, porque a dureza do coração, que os impede de perdoar, conduzirá ao inferno. Jesus nos manda perdoar, e deixou bem claro que seremos perdoados assim como perdoamos. “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. E em casa tornaram os discípulos a interrogá-lo acerca disto mesmo. E Ele lhes disse: Qualquer que deixar a sua mulher e se casar com outra, adultera contra ela. E, se a mulher deixar a seu marido, e casar com outro, adultera.” (Marcos 10:9-12). Leiam e pratiquem a Bíblia. Que Deus os abençoe. Um abraço, Pr. Henrique Lino

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