• Pr. Henrique Lino da Silva

Concluindo



“E aconteceu que, concluindo Jesus estes discursos, saiu da Galiléia, e dirigiu-se os confins da Judéia, além do Jordão; e seguiram-no grandes multidões, e curou-as ali.” (Mateus 19:1-2)

Jesus, após dar uma série de ensinamentos, sai da Galiléia e atravessa o Rio Jordão em direção à Judéia. Como sempre, uma grande multidão o seguia, e, como sempre faço questão de frisar, por vários motivos, desde os que queriam ouvir a Palavra, o seu Ensino, aos que queriam somente uma bênção; alguns queriam descobrir se Ele seria o rei físico de Israel, e até os religiosos estavam ali para o pegar em alguma cilada e assim pedir a sua morte, queriam ver se Ele iria falar contra o governo de César ou contra Moisés. Mas Jesus, sempre que podia, curava os enfermos que eram trazidos até Ele, expulsava os demônios e libertava as pessoas, e até matava a fome delas, pois, quando não tinham o que comer, Ele multiplicava pães e peixes, e todos comiam até se fartar. Esse povo, essa multidão interesseira que o seguia, na hora da sua prisão o abandonou, e todos se uniram aos religiosos para pedirem a sua morte, a sua crucificação, e ainda pediram que soltassem o assassino Barrabás. “Então chegaram ao pé Dele os fariseus, tentando-o e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?” (Mateus 19:3). Os fariseus eram uma classe religiosa que estava constantemente tentando armar alguma cilada contra Jesus, e se revezavam com os saduceus, outra classe religiosa. Agora eles se aproximam com a intenção maldosa de ver se Jesus se contradizia, ou se iria contra a lei de Moisés e lhe perguntam aquilo que, na verdade, eles já sabiam a resposta. Isto porque eram conhecedores do Pentateuco, da Bíblia da época, e sabiam que o Senhor em nenhum momento foi a favor do divórcio e jamais permitiu o recasamento. Eles foram até Jesus perguntar se era permitido ao homem se separar, se divorciar da mulher por qualquer motivo, ou por causa de uma discussão, ou por achar que não a amasse mais, enfim, por inúmeros motivos que somente os casados sabem o que se passa e acontece em uma vida a dois. Essa foi uma pergunta capciosa, porque eles queriam justificar os seus pecados, assim como muitas pessoas querem justificar os seus divórcios, querem justificar um segundo casamento, não percebendo que é impossível, pois eles podem até se divorciar e casar de novo, mas com certeza não serão salvos, porque o segundo casamento é adultério, e os adúlteros não herdarão o Reino de Deus.

“Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” (Mateus 19:4-6). Jesus então lhes responde levando-os ao início, porque, como religiosos e conhecedores da Palavra, são remetidos ao início da Criação, quando não Moisés, mas o próprio Senhor Deus, quando criou o ser humano, criou somente duas classes de pessoas: homem e mulher. Jesus ainda lhes questiona se eles não tinham lido que no princípio Deus não fez somente macho e fêmea, e, quando os fez, disse que o homem deixaria seu pai e a sua mãe e se uniria a sua mulher e seriam uma só carne. Sendo uma só carne transformados por Deus, torna-se impossível a separação, a divisão, por mais que o homem tente, jamais irá conseguir. Quando se casam, tornam-se uma só pessoa, e assim é impossível separar, mesmo porque quem faz a união é o Senhor, e sabemos que o que Deus faz é impossível ao homem desfazer. É necessário as pessoas compreenderem que, quando se casam, estão se unindo a outra pessoa até a morte, e nada poderá separá-las, a não ser a morte. “Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la? Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim.” (Mateus 19:7-8). Os religiosos ainda teimam, tentam justificar, dizendo o que Moisés falou, mas, como eles mesmos disseram, foi Moisés, e não o Senhor. Jesus então explica que Moisés falou isto da carne, e foi para justificar a dureza do coração deles, por causa das dificuldades deles em se perdoarem, uma vez que eles não conseguiam perdoar um ao outro. Lembra-lhes que no princípio não era assim, não foi dessa maneira que Deus iniciou e determinou, porque Ele une o casal e é impossível a separação. Temos que compreender que os que não conseguem perdoar também não serão perdoados, e assim vão padecer por toda a eternidade, e observamos que nem Moisés se arriscou a autorizar o segundo casamento. “Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.” (Mateus 19:9). Jesus deixa claro que qualquer um que se divorciar da mulher, se não for por causa do adultério, comete adultério, ou seja, pode até se separar no caso de adultério, só não pode casar de novo, e mesmo assim vai para o inferno por causa da dureza do coração, pois não perdoou e também não será perdoado. “Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar. Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem receber esta Palavra, mas só aqueles a quem foi concedido. Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos, por causa do reino dos céus. Quem pode receber isto, receba-o.” (Mateus 19:10-12).

Leiam e pratiquem a Bíblia. Que Deus os abençoe.

Um abraço,

Pr. Henrique Lino


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